Posição Lagoinha - NOVA TABELA DE FRETES ANTT

Aparecida de Goiânia – GO 07 de junho de 2018.

Prezado Cliente,

Nós gostaríamos de posicionar a respeito da resolução 5.820 de 30 de maio de 2018, onde resolve e publica tabela com preços mínimos em caráter vinculante, referentes ao quilometro rodado na realização de fretes, por eixo carregado, instituído pela política de preços mínimo do transporte rodoviário de cargas, nos termos da medida provisória nº 832, de 27 de maio de 2018.

Considerando o disposto da MP e os anexos I e II nossa posição é extremamente contrária pelos seguintes pontos:

1 – Toda negociação deve ser primada pela lei da oferta e da procura, os fretes estão baixos simplesmente por esse motivo. Ainda há muito mais sobra do que falta de caminhões, por falta de uma integração maior ou por sazonalidades ou simplesmente pelo fato de algumas regiões do Brasil terem produção e em outras não. Isto gera desequilíbrios naturais nos preços por km rodado, ficando impossível uma única tabela de preços mínimos no Brasil. Hoje temos algumas rotas que pagamos acima do valor mínimo e outras rotas que pagamos abaixo do valor mínimo da tabela ANTT.

2 – A tabela publicada, apesar de ser tecnicamente correta analisando-se apenas o custo real dos veículos por km rodado, não atende as realidades regionais no Brasil.

Exemplo 1: Os fretes industriais gerados da região sul, sudeste e de Goiás para as regiões norte, nordeste e centro oeste, praticamente são 2,5 vezes maiores do que as demandas de fretes criadas pelo retorno. Nesse caso é natural que os preços do sul sejam maiores do que os preços de volta do nordeste.

Exemplo 2: Segmento graneleiro: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás pagam fretes muito superiores a esse tipo de composição saindo desses estados porque para o graneleiro, SUL E SUDESTE geram fretes de retorno para essas composições, ao contrário dos baús.
Exemplo 3: Muitas empresas como a nossa possuem políticas de contratação apenas do cavalo mecânico, onde todos os semi-reboques são da organização, e isso também não foi pautado na tabela mínima da ANTT.

Enfim, poderíamos citar outros exemplos em que a tabela ANTT não se aplica.

Por outro lado, é inegável que todos os carreteiros e transportadores estão exprimidos por muito tempo. Como já dito por mim em outro texto, recebemos todos os anos BIDS abusivos com prazos alongados chegando até 120 dias, responsabilidades civis cada vez mais duras e irreais do ponto de vista da receita X risco, avarias desproporcionais ao valor gerado de receita entre outros tipos de pressão e mesmo assim o intuito é baixar tarifas.

Entendo que o debate neste momento passe agora para que o embarcador dê um folego aos seus parceiros transportadores, melhorando os critérios de recebíveis, sendo mais parceiros nas avarias e ajustando as tabelas pelos índices semestrais e/ou anuais de custos do segmento. Só assim os transportadores ganharão folego para repassar ao custo frota própria ou aos agregados fixos ou aos terceiros (carreteiros) uma melhor política de remuneração por km rodado, onde poderemos apaziguar esse momento tão crítico em nosso País.

Lamentavelmente a tabela ANTT já é lei e de fato está vigorando aos transportadores e as multas ao transportador já estão sendo aplicadas.

Todos os dias há relatos de autuações físicas ou sistêmicas via CIOT, onde estamos criando um passivo oculto.

Indiferente ao que vier a ocorrer em relação à tabela ANTT, se for definitivamente deferida ou ainda que venha a ser indeferida, a realidade dos fatos é que o frete aos carreteiros e/ou agregados subiu.

Diante do exposto, informamos o reajuste imediato em nossas tabelas vigentes em xx% para cargas fracionadas e em xx% para cargas lotações.

O Grupo Lagoinha para manter suas operações aumentou nesta data 10% aos seus parceiros fixos e não haverá volta nesta decisão.

Atenciosamente,

HEBERT MARTINS DO CARMO
DIRETOR PRESIDENTE GRUPO LAGOINHA



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